História

A Quinta do Gradil, considerada uma das mais antigas, senão a mais antiga herdade do Concelho do Cadaval, tem marcas históricas seculares e constitui um marco arquitetónico significativo. As referências documentais encontradas sobre a Quinta do Gradil remontam ao final do século XV, num documento Régio. No dia 14 de Fevereiro de 1492, data do documento, D. Martinho de Noronha recebeu de D. João II a carta de doação da jurisdição e rendas do Concelho do Cadaval e da Quinta do Gradil. Por ocasião da ascensão de D. Manuel I ao trono português, e da sua atuação em favor dos membros da Casa de Bragança, a Quinta do Gradil torna a ser referenciada na confirmação de doação concedida por D. Manuel I a D. Álvaro de Bragança, irmão mais novo do 3º Duque de Bragança, D. Fernando II, que acusado de traição foi mandado degolar por D. João II, em 1483.

A Quinta terá sido adquirida pela família do Marquês de Pombal, por ocasião do movimento que, a partir de 1760, levou à ocupação de terras municipais, admitindo-se que já na altura contasse com o cultivo de vinha, facto que terá sido decisivo para o estadista responsável pela criação da Companhia das Vinhas do Alto Douro. Manteve-se na pertença da família até meados do século XX, quando foi comprada por Sampaio de Oliveira. Foi já nos finais dos anos 90 que o atual proprietário, Luís Vieira, adquiriu a herdade.

Da história, ficou um palácio Pombalino, uma Capela, um Moinho, um celeiro, um aqueduto em grés, uma mãe de água, um tanque de água e a imponente adega.

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